terça-feira, 10 de maio de 2016

Sargento da PM adota criança que nasceu dentro de viatura

Fonte: G1

A sargento Polícia Militar de Sergipe,  Simone Linhares, comemorou o Dia das Mães com a pequena Samara de apenas 6 anos que ela adotou. A menina nasceu dentro de uma viatura da Polícia Militar em dezembro 2009.
“Eu estava patrulhando, próximo à avenida Euclides Figueiredo [zona norte de Aracaju], quando avistei uma mulher em via pública, em trabalho de parto. Daí eu me aproximei e perguntei se ela estaria precisando de algum apoio. Ela disse que precisava chegar até a maternidade. Eu a conduzi, no veículo da Radiopatrulha, até a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, mas aí, chegando na entrada da unidade, ela acabou dando à luz a criança dentro da viatura”, relatou a sargento que trabalha há 23 anos na Corporação.
A história de amor entre elas estava apenas começando. “Quando eu a entreguei na maternidade, a mãe biológica pediu para o guarda me chamar e dizer que ela não teria interesse e que a menina era minha. A princípio eu fiquei assustada e sem saber o que fazer, porque eu sou separada, já tenho um filho e não pretendia ter mais um. Mas aí, quando eu vi a menina, ela abriu os olhinhos e a pediatra me comoveu dizendo que ela parecia estar me pedindo socorro. O bebê teve alta por volta das 9h da segunda-feira, junto com a mãe. Eu coloquei a farda, fui à maternidade, deixei a mãe em casa e me dirigi com a criança ao Fórum da Infância e da Juventude”, contou.
Para a angústia da militar, uma assistente social informou-lhe que ela teria de perder a criança para o primeiro casal da fila de adoção ou poderia assumir o risco de passar um mês com a recém-nascida e sofrer consequências futuras. “Eu preferi correr o risco, apesar de a menina ter sido fruto de uma mulher que usava droga, álcool e era prostituta”, revelou a sargento, que precisou entrar na fila de adoção e constituir advogado, uma vez que a Justiça exigia da adotante residência fixa, emprego fixo e um esposo.

“Por eu ser separada e não ter marido, a juíza achou um problema. Então eu perguntei a um amigo casado, que já era pai de quatro filhos, se ele poderia ser o pai de minha filha. Ele não pensou duas vezes: dirigiu-se ao fórum e hoje ele é o pai da minha filha, do mesmo jeito que eu sou a mãe. Foram muitos os entraves até que a adoção fosse legalizada”, lembrou Simone Linhares, emocionada.
Apesar das dificuldades na fase de adoção, a sargento evidenciou o apoio do major Vítor, então capitão e comandante do Batalhão de Radiopatrulha, e de membros da Assembleia Legislativa. “Sensibilizado ao me ver perdendo noites e levando minha filha diariamente ao banco de leite, major Vítor me liberou de alguns serviços para que eu pudesse ficar em casa tomando conta da criança. O auxílio maternidade só foi conquistado após apelo à Assembleia Legislativa, quando os deputados Angélica Guimarães, Conceição Vieira e Adelson Barreto criaram uma emenda concedendo os seis meses de licença maternidade”, acrescentou.
Ainda na primeira infância, as drogas e o álcool foram um obstáculo superado por Samara nessa corrida pela vida. Devido à mãe ser usuária de tais substâncias, a menina nasceu com resíduos no corpo, apresentando desmaios, tremedeiras e sustos frequentes. “Eu não entendia, a princípio, os motivos dessas reações, até que a pediatra me orientou a procurar um centro de tratamento para crianças que são geradas por mães usuárias de drogas, no bairro Siqueira Campos, em Aracaju. Eu fui por 15 dias, mas como não gostei, optei por cuidar dela com o pediatra, desintoxicando a corrente sanguínea dela até os três anos de idade”, explicou.
Atualmente Samara tem uma vida normal, estuda na 1ª série em uma escola da rede particular da capital e é uma aluna exemplar. Divide o lar com sua mãe e o irmão Hilton Linhares Neto, de 17 anos, estudante do 3º ano na mesma escola.
“A Samara é um exemplo de vida. Desde pequena ela me surpreende. Ela foi para a escola com um ano de idade, era menorzinha em relação aos coleguinhas de turma e eu achei que ela não fosse se adaptar. Ela se saiu muito bem na semana de adaptação. Hoje está na 1ª série e tem uma vontade enorme de vencer, de crescer. É muito inteligente apesar da idade dela e só tem me trazido felicidade”, concluiu.

Um Milagre no Metrô

Outra noite voltando de Novo Hamburgo, de metrô, este jovem me chamou a atenção por não estar usando uma roupa “quente”, pois a noite estava muito fria. Ele me perguntou se eu queria comprar umas pulseirinhas que ele fazia e eu disse que não. Deu para notar um sotaque muito forte castelhano. Eu perguntei de onde ele era ele respondeu: Piriapólis, Uruguai. Eu disse que conhecia e ele fez uma cara engraçada de espanto. Eu quis saber se ele não estava com frio e ele respondeu que sim, mas tinha vindo de Florianópolis e não tinha trazido roupa de frio. 
Na estação Unisinos entrou outro rapaz que ao que tudo indicava era um estudante retornando para casa, e sentou-se próximo a nós. A mesma pergunta o “uruguaio” fez ao estudante. Não obrigado, eu não uso pulseirinhas. A viagem continuou e o jovem estudante se levantou para preparar o seu desembarque e perguntou ao jovem uruguaio se ele não estava com frio, este respondeu que sim, que estava com “mucho” frio. O rapaz estudante, já em pé, colocou a mochila no chão, tirou a jaqueta e em um gesto que jamais eu tinha visto, retirou o blusão que usava por cima de uma camiseta e deu o blusão ao jovem que ficou sem saber o que fazer, assim como eu. 
Na estação Niterói o rapaz estudante desceu e eu e o jovem ficamos a nos olhar. Ele vestiu o blusão com cuidado e ficou me olhando, rindo e balançando a cabeça. Eu não sabia o que dizer. Na minha cabeça só pensamentos malucos como um anjo que estuda na Unisinos e anda de metrô! Que desprendimento aquele jovem tem com coisas materiais! Quem são estas pessoas? O que faz um jovem agir assim com um semelhante, estranho? Não consegui fotografar o momento que ele tira o blusão. Como eu já tinha, sabe lá por que, fotografado o jovem uruguaio de camiseta regata, deixei ele se vestir com o blusão que ganhou e o fotografei. Foi até bom eu não ter tentado fotografar o rapaz que deu o blusão, pois anjos não se fotografam.

sábado, 15 de agosto de 2015

Quatro irmãos são adotados pela mesma família em Farroupilha


— Esse é o meu bebê. Agora eu vou trocar ele — disse Laila, três anos, ao abrir a fralda descartável que colocou em seu macaco de pelúcia.

Ao lado, Luis Gabriel, de um ano, tomava mamadeira com os olhos vidrados em um desenho animado que a televisão exibia. Na mesma sala, Vitória, oito anos, ajeitava um curativo no braço, resultado de um exame de sangue recém-feito, e Carlos, 12 anos, falava sobre sua nova paixão esportiva: o tênis.




Vítimas de negligência por parte dos pais biológicos, os quatro irmãos foram encaminhados em fevereiro de 2014 para um abrigo de Farroupilha, na serra gaúcha. Poderiam ficar lá até os 18 anos, como muitos grupos de irmãos no país, mas foram adotados em abril de 2015. Pela mesma família.


Para o casal que os aceitou, a atitude rara de criar um quarteto só foi tomada devido ao incentivo da rede de apoio à infância do município.


— Não teríamos conseguido sem o apoio deles, pois não é fácil passar de zero para quatro filhos — relata a professora da Apae Fabiana, que realizou com o marido Jaime, otorrinolaringologista, ambos com 46 anos, o sonho idealizado há pelo menos quatro anos, quando entraram com pedido para se habilitarem à adoção. 


Com 68 mil moradores, Farroupilha tem 0,6% dos habitantes do Rio Grande do Sul, mas realizou 5% das adoções gaúchas nos seis primeiros meses deste ano. De janeiro a junho, 19 crianças que estavam no abrigo do município ganharam novas famílias. A média de adoções para cada 10 mil habitantes é de 2,79, três vezes maior que a média estadual, de 0,78. 


Conforme o juiz responsável pela Infância e Juventude na comarca de Farroupilha, Mario Romano Maggioni, Judiciário, Ministério Público, Conselho Tutelar, abrigo, centros de assistência social, unidades de saúde e escolas construíram uma parceria que dá prioridade absoluta às crianças acolhidas. 


— Temos conseguido fazer esse trabalho de rede. Me emociono com as adoções porque conseguimos dar bom encaminhamento a crianças em alta situação de risco — afirma o magistrado.


Agilidade em destituir o poder familiar
O juiz explica que, quando há um acolhimento, a psicóloga e a assistente social do abrigo, que trabalham com exclusividade no local, contatam a família biológica e informam ao Ministério Público (MP) se ela tem condições de acolher os filhos novamente — análise entregue em no máximo 30 dias. Caso tenha, a rede ajuda os familiares a se reestruturarem. Cristiane Rotili, coordenadora da Casa Lar Padre Oscar Bertholdo, único abrigo de Farroupilha, relata que o índice de retorno dos acolhidos à família foi de 70% em 2014. Os outros 30% foram encaminhados à adoção e permaneceram em média sete meses no abrigo, tempo inferior ao prazo máximo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de dois anos.


Quando o parecer informa que os pais ou outros familiares não possuem condições, o MP entra na Justiça com uma ação de destituição do poder familiar – processo contra os pais biológicos, que, se julgado procedente, tira a vinculação legal deles com os filhos. Procedimento necessário para que a criança seja encaminhada à adoção, a destituição precisa ser julgada em, no máximo, quatro meses, conforme a Lei da Adoção. Enquanto essas ações chegam a demorar mais de um ano em Porto Alegre, conforme o MP, em Farroupilha tramitam em média nos quatro meses previstos por lei.



— Destituir do poder familiar não é uma coisa simples, mas se tenta agilizar ao máximo. Há mães que choram na minha presença, porque não querem perder os filhos. Me corta o coração — relata o juiz. 

Maggioni costuma aguardar a destituição ser julgada para encaminhar à adoção, mas há exceções: 


— No caso de uma gestante dependente química que teve de ser internada no hospital por determinação judicial para ter o bebê, fugiu do local e nunca foi visitar a criança no abrigo, eu não aguardo a destituição. Encaminho a criança para a família adotiva enquanto julgo o processo.

Fonte: Zero Hora

A Vida Numa Jarra


Durante a segunda guerra Irena Sendler conseguiu permissão para entrar no Gueto de Varsóvia como agente do Gabinete Sanitário procurando focos de tifo. Toda vez que ela saia do gueto, escondia uma criança no fundo de sua caixa de ferramentas, ou em sacos de lixo e até em caixões. Irena adestrou um cão, para fazer barulho quando ela deixava o gueto, e assim atrair a atenção dos guardas nazistas. Ela salvou 2500 crianças da morte. Nos momentos finais da guerra, ela foi descoberta, e os nazistas quebraram as suas pernas e braços. Foi condenada à morte, mas a organização Zegota subornou soldados alemães para que ela fugisse. 
Cada criança salva tinha o nome escrito em pedaços de papel, e esses papéis foram escondidos em uma jarra enterrada no quintal dela. Após a guerra, Irena pegou o registro de cada uma das crianças, e tentou achar os parentes. As crianças que ficaram definitivamente sem parentes vivos foram orientadas para adoção. Em 2007 ela foi indicada ao prêmio Nobel da paz, mas quem ganhou foi o Al Gore. Ela morreu em 2008, e seu trabalho é hoje continuado, em uma organização que se chama "vida numa jarra" (life in a jar).

http://www.irenasendler.org/

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Por que a foto de um policial dando mamadeira para um bebê fez sucesso na internet

Andy Black
Reprodução/facebook.com/jillinel 

A foto acima tem corrido a internet nos últimos dias. Sozinha, ela já é uma fofura. Mas considerando o contexto em que foi tirada, fica ainda mais emocionante. O clique foi feito no domigo, 31 de maio, e é da artista Jilli Nel, que passeava pelo shopping Oak Park Mall, no estado do Kansas, nos Estados Unidos, quando se deparou com o policial Andy Black segurando uma bebê no colo e dando mamadeira a ela.
Tudo começou quando Black recebeu uma ligação de emergência para ajudar uma mulher que estava tendo uma convulsão. Ao chegar ao local, o policial viu que a moça já havia se recuperado – ela, inclusive, estava tentando dar mamadeira para a sua filha, mas ainda tremia bastante. O pai da criança conversava com os paramédicos. Foi aí que o oficial – avô de 14 crianças – se ofereceu para alimentar a pequena.
Nesse momento, Jilli se aproximou e pediu para tirar uma foto. Ela postou a imagem em seu perfil no facebook e pediu que seus amigos a compartilhassem. "Enquanto os paramédicos ajudavam a mãe dessa menininha, esse gentil policial a pegou nos braços. Isso é algo que a gente não costuma ver: um herói silencioso fazendo mais do que o seu dever", escreveu a artista em sua página. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Homem tira o próprio turbante e quebra código religioso para salvar criança

Sem capas ou máscaras, a história do herói de hoje tem um acessório poderoso também: um turbante.
O jovem Harman Singh, 22 anos, tirou seu turbante, quebrando assim um rigoroso código religioso, para salvar a vida de uma criança atropelada por um carro na Nova Zelândia.
De acordo com o The New Zealand Herald, apóes escutar o barulho do acidente, Singh correu para fora de casa ajudar quem precisasse, que no caso foi o pequeno Daejon Pahia, de 5 anos, sangrando após ser atingido pelo veículo.
“Vi uma criança caída no chão e uma mulher o segurando. Sua cabeça estava sangrando e então tirei o turbante da minha cabeça. Não estava pensando no turbante. Estava pensando no acidente e apenas me ocorreu ‘ele precisa por algo na cabeça porque está sangrando’. Este era meu dever, ajudá-lo. E acho que qualquer um teria feito o mesmo por mim”, disse em entrevista.
Segundo a religião de Singh,  o Siquismo, ter a cabeça coberta por um turbante é código rigoroso para todos, é usado como um sinal de devoção e fé à religião. A peça é símbolo de compromisso e não deve ser  removida em público.
Porém, o ato do rapaz recebeu o devido reconhecimento e aplausos, inclusive dos membros da sua comunidade. “É uma religião bem prática”, explicou Devpaal Singh, membro do conselho da Multicultural NSW, ao The Sydney Morning Herald. “Da forma que vejo, religião não tem sentido se não for para ajudar as pessoas.”
Depois do ocorrido, ele ainda visitou o Daejon no hospital. “Estou tão feliz. Ele é um carinha bem corajoso”, disse Singh ao Daily Mail Australia.
Screen Shot 2015-05-26 at 7.40.28 PMHarman-Singh

Fonte: Razões Para Acreditar

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Estudante que vendia bombons no ônibus se gradua em medicina

"A senhora pode ficar tranquila, tome este remédio que o bebê está bem", recomenda o médico Jessé Soares a uma paciente que procurou atendimento no hospital de Limoeiro do Ajuru, onde o jovem trabalha há cerca de um mês. "Ela está grávida e caiu, mas vai ficar tudo bem", explica.
Assim como sua paciente, a trajetória do médico também teve momentos em que foi preciso levantar para ver tudo ficar bem: o jovem que vendia bombons nos onibus de Belém para pagar as despesas com material da faculdade de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA) concluiu o curso e conseguiu seu registro profissional na última quarta-feira  (20).
"Foram vários momentos em que batia uma angústia de querer estudar e não ter condições, mas sempre vinha um sentimento de que, quando eu terminasse, as coisas seriam melhores. E estão melhorando", comemora.
Casado e pai de duas meninas, Soares diz que espera receber o primeiro salário para poder comemorar a conquista com amigos e a família. "A cerimônia na universidade foi simples, agora aguardo o fim do mês para receber e fazer uma comemoração com os amigos", disse.
Segundo Soares, o próximo desafio é escolher uma área de especialização, que pode ser oncologia ou neurocirurgia. "Estou estabilizando minha vida para fazer residência. Eu quero oncologia ou neuro, que são áreas que exigem bastante dedicação e estudo. Ainda não decidi se vou fazer as provas no final do ano ou em 2016", relata.
Médico diz que certeza de vida melhor foi motivação para continuar os estudos (Foto: Jessé Soares / Arquivo Pessoal)
Fonte: G1